11 de jun. de 2007

SÃO PAULO - Segundo levantamento divulgado pela corretora Merrill Lynch a obesidade tornou-se uma verdadeira epidemia e está se alastrando rapidamente por todo o mundo. A pesquisa destaca que, vivendo em um mundo mais desenvolvido, as pessoas tendem a ter mais problemas de peso.

De acordo com o estudo, o desenvolvimento mundial gera um mundo mais rico e urbanizado. Com isso, as pessoas comem mais proteínas e adotam um estilo de vida mais sedentário; conseqüentemente, ganham mais quilos.

Custos
A Merrill Lynch constata que estar acima do peso não é apenas problema da maioria dos pacientes. Conforme divulgou o estudo, especialistas estimam que em torno de 30 doenças são causadas pela obesidade.

Como constatou a pesquisa, até mesmo mortes prematuras podem estar associadas ao excesso de peso. Além disso, os custos para combater o problema são altos, especialmente em países desenvolvidos, onde a população aumenta rapidamente.

Obesidade infantil
A obesidade infantil também cresce à medida em que as crianças, além de consumirem comidas pouco saudáveis, tais como lanches e fast foods, não realizam exercícios físicos.

Dados da pesquisa mostram que, em 2005, das 1,6 bilhão de pessoas ao redor do mundo consideradas acima do peso, 400 milhões de pessoas eram classificadas como obesas.

4 de jun. de 2007

Dois argumentos práticos

Existem dois argumentos práticos que podem ser utilizados para convencer alguém a estudar, no campo econômico, a escola neoclássica, e no campo político, o liberalismo minarquista
.
Em relação a escola neoclássica, o argumento é o seguinte: a economia entendida pelo economista médio dos grandes centros é neoclássica, ou próxima desta vertente. Como sendo a crença média dos economistas dos grandes centros, é a escola com a qual todas as outras escolas do pensamento econômico precisam dialogar. E como não dá para se saber, a priori, qual escola está certa(ou se aproxima mais da verdade, ou é mais frutífera em alimentar teorias com teor explicativo superior às concorrentes, etc), existe uma vantagem em estudar a escola neoclássica, pois a possibilidade de mudar para outras escolas concorrentes é maior do que a de pessoas que começam seus estudos em outras escolas. Ou seja, dominar o instrumental neoclássico é mais ou menos como aprender inglês. Quem sabe inglês possui uma possibilidade maior de conhecer as grandes obras do pensamento humano, e a partir de um contato recorrente com obras de uma determinada língua, se interessar em conhecê-la.

Em relação ao liberalismo minarquista, a vantagem em estudá-lo é definir, de maneira rigorosa, o que é afinal o Estado Mínimo, e compreender que certas ações rotineiramente executadas pelo Estado NÃO seriam feitas numa sociedade minarquista. Também é importante para distinguir o minarquismo da mera anarquia. Há uma confusão generalizada em chamar o minarquismo de anarquismo, e Estados que exercem certas funções de minarquistas. Claro que os termos sempre estão em disputa, mas certamente entender o que comumente é chamado pelos minarquistas de minarquismo é extremamente esclarecedor quanto ao estado atual da sociedade e as suas perspectivas futuras.

28 de mai. de 2007

O perigo do relativismo epistemológico

Participando de discussões tanto virtuais quanto reais, cada vez mais me deparo com um certo hábito que temo estar acabando com a possibilidade de uma troca efetiva de idéias. Refiro-me ao que chamo de relativismo epistemológico.

O relativismo epistemológico, como eu o entendo, é a afirmação de que todo ponto de vista é válido, ou que ele seria para a pessoa que o enuncia. Travestido de atitude tolerante, o relativismo epistemológico é a sustentação da intolerância.

Se não há possibilidade de diálogo, a única forma de dialogar é através de 'relações de poder'. E neste modo de entender a realidade, há aqueles que detém o poder e aqueles que não o possuem. Não há comunicação possível entre eles, apenas uma troca de posições. Pois se não há lado certo, a única coisa que os diferencia é a capacidade de influenciar a realidade, digamos assim.

O grande problema é a confusão entre relativismo e pluralismo. O pluralismo indica o respeito e reconhecimento da existência de posições divergentes, e implica numa justa apreciação dos mais variados pontos de vista, sem que, contudo, precise declarar, no fim, a validade de todos. De certa forma, podemos dizer que para ser pluralista precisamos 'relativizar' nossa própria posição, colocá-la em perspectiva perante posições alternativas.

Mas a diferença é que o relativista não reconhece a validade, ou pelo menos a validade possível, das outras visões alternativas, na verdade ele se revolta com o fato de visões alternativas advogarem que possam estar certas, e denunciam as supostas 'relações de poder' que sustentam determinados pontos de vista. No fundo, defendem que a 'verdade' é um instrumento de 'dominação', e que tudo não passa de disputa de poder.

Vale lembrar também que o relativismo, para ser coerente, precisaria aceitar como válido o ponto de vista que afirma a inviabilidade do relativismo, enquanto que o pluralismo, por implicar no respeito a posições distintas, exclui o ponto de vista que o nega. Ou seja, o relativista pode assumir uma postura tirânica sem deixar de ser relativista, enquanto que o pluralista, para negar o pluralismo, deixaria necessariamente de ser pluralista.
Mercado negro/cinza cresce na Suécia

Sweden's black and grey markets almost doubled in size between the years 1990 and 2004. A new report from two central bank economists has shown that the black and grey sectors increased their share of Gross Domestic Product (GDP) from 3.8 to 6.5 percent, Dagens Industri reports.

The two economists measured the amount of cash in circulation in Sweden and found that 67 percent of all cash transactions were unexplained for the period in question.

The total value of coins and notes in circulation in Sweden amounts to 100 billion kronor ($14.3), almost half of which is made up off 1,000 kronor notes.

"We have assumed that the majority of economic activity that is not registered is carried out by people who don't want it registered," economist Gabriela Guibourg told Dagens Industri.

The Swedish National Economic Crimes Bureau and the tax authorities both share the Riksbank's conclusion that the black market sector has grown in recent year. The
trend is more or less the same in other Nordic countries.

24 de mai. de 2007

Sugestões?

Alguém tem sugestões de temas a serem tratados por aqui?


20 de mai. de 2007

Distribuir renda II

Um programa realmente efetivo de equalização da renda deveria distribuir primeiro de quem está um pouco acima da renda média para quem está um pouco abaixo da mesma. Começando pelo grupo mais próximo da renda média, a força política necessária para redistribuir entre os mais distantes, tanto para cima quanto para baixo, desta mesma renda, certamente seria suficiente para alcançar a total igualdade de rendimentos.

18 de mai. de 2007

Distribuir renda

99,9% das pessoas que clamam por uma distribuição mais igualitária da renda em jornais, revistas, universidades e programas de televisão possuem uma renda pessoal acima da renda média. Já fiz essa pergunta, mas a refaço agora: por que estas pessoas simplesmente não distribuem voluntariamente sua renda? Não importa se os mais ricos não distribuem suas rendas, visto que a renda igualitária só poderá ser alcançada se TODA a renda pessoal que se encontra acima da média for redistribuída para aqueles que ganham menos do que a média. Se o objetivo é a renda igualitária, não faz diferença se a renda inicialmente distribuída é de quem se encontra mais próximo da renda média do que aqueles que se encontram distantes, da mesma forma que não faz diferença redistribuir primeiramente entre aqueles que se encontram um pouco abaixo da renda média do que para aqueles que se encontram mais distantes.

A maior parte das pessoas, no entanto, responderá que a redistribuição deve começar dos mais ricos para os mais pobres. Será que isto não é indicativo que o objetivo perseguido não é a igualdade de renda, mas algum outro ideal não revelado?

17 de mai. de 2007

Sowell no ponto

"These innumerable mutual interactions are what bring the other 99 percent of knowledge into play -- and generate new knowledge.

That is why free markets, judicial restraint, and reliance on decisions and traditions growing out of the experiences of the many -- rather than the groupthink of the elite few -- are so important.

Elites are all too prone to over-estimate the importance of the fact that they average more knowledge per person than the rest of the population -- and under-estimate the fact that their total knowledge is so much less than that of the rest of the population.

They over-estimate what can be known in advance in elite circles and under-estimate what is discovered in the process of mutual accommodations among millions of ordinary people.

Central planning, judicial activism, and the nanny state all presume vastly more knowledge than any elite have ever possessed.

The ignorance of people with Ph.D.s is still ignorance, the prejudices of educated elites are still prejudices, and for those with one percent of a society's knowledge to be dictating to those with the other 99 percent is still an absurdity."

14 de mai. de 2007

Bola fora do Papa Bento XVI

Todo mundo sabe a barra que é defender o liberalismo no Brasil. Quando um líder religioso afirma algo do tipo, simplesmente não ajuda:

"a economía liberal de algunos países latinoamericanos ha de tener presente la equidad, pues siguen aumentando los sectores sociales que se ven probados cada vez más por una enorme pobreza o incluso expoliados de los propios bienes naturales."

O papa afirma que a economia liberal de alguns países latino-americanos(gostaria de saber quais) devem se guiar pela igualdade (que ele não define se é igualdade de direitos ou outra coisa), visto que a pobreza ataca cada vez mais setores dessas sociedades(o que é simplesmente inverídico se verificarmos os dados).

E mais:

"En el mundo de hoy se da el fenómeno de la globalización como un entramado de relaciones a nivel planetário. Aunque en ciertos aspectos es un logro de la gran familia humana y una señal de su profunda aspiración a la unidad, sin embargo comporta también el riesgo de los grandes monopolios y de convertir el lucro en valor supremo. Como en todos los campos de la actividad humana, la globalización debe regirse también por la ética, poniendo todo al servicio de la persona humana, creada a imagen y semejanza de Dios."

Mas é justamente o contrário. O fenômeno da globalização tende a tornar mais difícil, através do acirramento da competição, e não mais fácil, a formação de grandes monopólios.

Terminando:

"Tanto el capitalismo como el marxismo prometieron encontrar el camino para la creación de estructuras justas y afirmaron que éstas, una vez establecidas, funcionarían por sí mismas; afirmaron que no sólo no habrían tenido necesidad de una precedente moralidad individual, sino que ellas fomentarían la moralidad común. Y esta promesa ideológica se ha demostrado que es falsa. Los hechos lo ponen de manifiesto. El sistema marxista, donde ha gobernado, no sólo ha dejado una triste herencia de destrucciones económicas y ecológicas, sino también una dolorosa destrución del espíritu. Y lo mismo vemos también en occidente, donde crece constantemente la distancia entre pobres y ricos y se produce una inquietante degradación de la dignidad personal con la droga, el alcohol y los sutiles espejismos de felicidad."

A distância entre ricos e pobres não é um mal em si, pois ela pode se dar de tal forma que todos saiam ganhando, e uma situação rumo a uma maior igualdade pode ser compatível com a piora de todos. E nem o capitalismo(ou liberalismo) prometeram a plena realização do homem. Ao contrário, a sua base é o respeito à busca individual da felicidade. É relativista no sentido de delegar ao indivíduo a busca da sua própria felicidade, mas isso não implica em afirmar que todas as buscas serão bem sucedidadas ou corretas.
O problema de ser feliz

Arrependimento: arrependimento é perceber que, se soubesse de todas as conseqüências vindouras das escolhas possíveis, teria escolhido diferente. Na maioria das vezes, nossas escolhas futuras podem nos fazer recuperar aquela escolha passada, ou seja, o custo de ter escolhido 'errado' é pequeno. Mas em certos casos há um custo que nos impede de fazer uma outra escolha. Neste caso, confrontamos o retorno esperado de escolher outra opção com o custo atual de desfazer a escolha passada. Em casos mais trágicos, é simplesmente irrecuperável desfazer aquilo que escolhemos. Procuramos, então, opções substitutas.

Saber que poderíamos ter escolhido melhor mas nos encontrarmos limitados por um custo proibitivo, ou mesmo impossível, de desfazer ou corrigir aquilo que foi escolhido, pode nos trazer mais problemas do que se simplesmente não tivéssemos este horizonte em primeiro lugar.