4 de jun. de 2007

Dois argumentos práticos

Existem dois argumentos práticos que podem ser utilizados para convencer alguém a estudar, no campo econômico, a escola neoclássica, e no campo político, o liberalismo minarquista
.
Em relação a escola neoclássica, o argumento é o seguinte: a economia entendida pelo economista médio dos grandes centros é neoclássica, ou próxima desta vertente. Como sendo a crença média dos economistas dos grandes centros, é a escola com a qual todas as outras escolas do pensamento econômico precisam dialogar. E como não dá para se saber, a priori, qual escola está certa(ou se aproxima mais da verdade, ou é mais frutífera em alimentar teorias com teor explicativo superior às concorrentes, etc), existe uma vantagem em estudar a escola neoclássica, pois a possibilidade de mudar para outras escolas concorrentes é maior do que a de pessoas que começam seus estudos em outras escolas. Ou seja, dominar o instrumental neoclássico é mais ou menos como aprender inglês. Quem sabe inglês possui uma possibilidade maior de conhecer as grandes obras do pensamento humano, e a partir de um contato recorrente com obras de uma determinada língua, se interessar em conhecê-la.

Em relação ao liberalismo minarquista, a vantagem em estudá-lo é definir, de maneira rigorosa, o que é afinal o Estado Mínimo, e compreender que certas ações rotineiramente executadas pelo Estado NÃO seriam feitas numa sociedade minarquista. Também é importante para distinguir o minarquismo da mera anarquia. Há uma confusão generalizada em chamar o minarquismo de anarquismo, e Estados que exercem certas funções de minarquistas. Claro que os termos sempre estão em disputa, mas certamente entender o que comumente é chamado pelos minarquistas de minarquismo é extremamente esclarecedor quanto ao estado atual da sociedade e as suas perspectivas futuras.

28 de mai. de 2007

O perigo do relativismo epistemológico

Participando de discussões tanto virtuais quanto reais, cada vez mais me deparo com um certo hábito que temo estar acabando com a possibilidade de uma troca efetiva de idéias. Refiro-me ao que chamo de relativismo epistemológico.

O relativismo epistemológico, como eu o entendo, é a afirmação de que todo ponto de vista é válido, ou que ele seria para a pessoa que o enuncia. Travestido de atitude tolerante, o relativismo epistemológico é a sustentação da intolerância.

Se não há possibilidade de diálogo, a única forma de dialogar é através de 'relações de poder'. E neste modo de entender a realidade, há aqueles que detém o poder e aqueles que não o possuem. Não há comunicação possível entre eles, apenas uma troca de posições. Pois se não há lado certo, a única coisa que os diferencia é a capacidade de influenciar a realidade, digamos assim.

O grande problema é a confusão entre relativismo e pluralismo. O pluralismo indica o respeito e reconhecimento da existência de posições divergentes, e implica numa justa apreciação dos mais variados pontos de vista, sem que, contudo, precise declarar, no fim, a validade de todos. De certa forma, podemos dizer que para ser pluralista precisamos 'relativizar' nossa própria posição, colocá-la em perspectiva perante posições alternativas.

Mas a diferença é que o relativista não reconhece a validade, ou pelo menos a validade possível, das outras visões alternativas, na verdade ele se revolta com o fato de visões alternativas advogarem que possam estar certas, e denunciam as supostas 'relações de poder' que sustentam determinados pontos de vista. No fundo, defendem que a 'verdade' é um instrumento de 'dominação', e que tudo não passa de disputa de poder.

Vale lembrar também que o relativismo, para ser coerente, precisaria aceitar como válido o ponto de vista que afirma a inviabilidade do relativismo, enquanto que o pluralismo, por implicar no respeito a posições distintas, exclui o ponto de vista que o nega. Ou seja, o relativista pode assumir uma postura tirânica sem deixar de ser relativista, enquanto que o pluralista, para negar o pluralismo, deixaria necessariamente de ser pluralista.
Mercado negro/cinza cresce na Suécia

Sweden's black and grey markets almost doubled in size between the years 1990 and 2004. A new report from two central bank economists has shown that the black and grey sectors increased their share of Gross Domestic Product (GDP) from 3.8 to 6.5 percent, Dagens Industri reports.

The two economists measured the amount of cash in circulation in Sweden and found that 67 percent of all cash transactions were unexplained for the period in question.

The total value of coins and notes in circulation in Sweden amounts to 100 billion kronor ($14.3), almost half of which is made up off 1,000 kronor notes.

"We have assumed that the majority of economic activity that is not registered is carried out by people who don't want it registered," economist Gabriela Guibourg told Dagens Industri.

The Swedish National Economic Crimes Bureau and the tax authorities both share the Riksbank's conclusion that the black market sector has grown in recent year. The
trend is more or less the same in other Nordic countries.

24 de mai. de 2007

Sugestões?

Alguém tem sugestões de temas a serem tratados por aqui?


20 de mai. de 2007

Distribuir renda II

Um programa realmente efetivo de equalização da renda deveria distribuir primeiro de quem está um pouco acima da renda média para quem está um pouco abaixo da mesma. Começando pelo grupo mais próximo da renda média, a força política necessária para redistribuir entre os mais distantes, tanto para cima quanto para baixo, desta mesma renda, certamente seria suficiente para alcançar a total igualdade de rendimentos.

18 de mai. de 2007

Distribuir renda

99,9% das pessoas que clamam por uma distribuição mais igualitária da renda em jornais, revistas, universidades e programas de televisão possuem uma renda pessoal acima da renda média. Já fiz essa pergunta, mas a refaço agora: por que estas pessoas simplesmente não distribuem voluntariamente sua renda? Não importa se os mais ricos não distribuem suas rendas, visto que a renda igualitária só poderá ser alcançada se TODA a renda pessoal que se encontra acima da média for redistribuída para aqueles que ganham menos do que a média. Se o objetivo é a renda igualitária, não faz diferença se a renda inicialmente distribuída é de quem se encontra mais próximo da renda média do que aqueles que se encontram distantes, da mesma forma que não faz diferença redistribuir primeiramente entre aqueles que se encontram um pouco abaixo da renda média do que para aqueles que se encontram mais distantes.

A maior parte das pessoas, no entanto, responderá que a redistribuição deve começar dos mais ricos para os mais pobres. Será que isto não é indicativo que o objetivo perseguido não é a igualdade de renda, mas algum outro ideal não revelado?

17 de mai. de 2007

Sowell no ponto

"These innumerable mutual interactions are what bring the other 99 percent of knowledge into play -- and generate new knowledge.

That is why free markets, judicial restraint, and reliance on decisions and traditions growing out of the experiences of the many -- rather than the groupthink of the elite few -- are so important.

Elites are all too prone to over-estimate the importance of the fact that they average more knowledge per person than the rest of the population -- and under-estimate the fact that their total knowledge is so much less than that of the rest of the population.

They over-estimate what can be known in advance in elite circles and under-estimate what is discovered in the process of mutual accommodations among millions of ordinary people.

Central planning, judicial activism, and the nanny state all presume vastly more knowledge than any elite have ever possessed.

The ignorance of people with Ph.D.s is still ignorance, the prejudices of educated elites are still prejudices, and for those with one percent of a society's knowledge to be dictating to those with the other 99 percent is still an absurdity."

14 de mai. de 2007

Bola fora do Papa Bento XVI

Todo mundo sabe a barra que é defender o liberalismo no Brasil. Quando um líder religioso afirma algo do tipo, simplesmente não ajuda:

"a economía liberal de algunos países latinoamericanos ha de tener presente la equidad, pues siguen aumentando los sectores sociales que se ven probados cada vez más por una enorme pobreza o incluso expoliados de los propios bienes naturales."

O papa afirma que a economia liberal de alguns países latino-americanos(gostaria de saber quais) devem se guiar pela igualdade (que ele não define se é igualdade de direitos ou outra coisa), visto que a pobreza ataca cada vez mais setores dessas sociedades(o que é simplesmente inverídico se verificarmos os dados).

E mais:

"En el mundo de hoy se da el fenómeno de la globalización como un entramado de relaciones a nivel planetário. Aunque en ciertos aspectos es un logro de la gran familia humana y una señal de su profunda aspiración a la unidad, sin embargo comporta también el riesgo de los grandes monopolios y de convertir el lucro en valor supremo. Como en todos los campos de la actividad humana, la globalización debe regirse también por la ética, poniendo todo al servicio de la persona humana, creada a imagen y semejanza de Dios."

Mas é justamente o contrário. O fenômeno da globalização tende a tornar mais difícil, através do acirramento da competição, e não mais fácil, a formação de grandes monopólios.

Terminando:

"Tanto el capitalismo como el marxismo prometieron encontrar el camino para la creación de estructuras justas y afirmaron que éstas, una vez establecidas, funcionarían por sí mismas; afirmaron que no sólo no habrían tenido necesidad de una precedente moralidad individual, sino que ellas fomentarían la moralidad común. Y esta promesa ideológica se ha demostrado que es falsa. Los hechos lo ponen de manifiesto. El sistema marxista, donde ha gobernado, no sólo ha dejado una triste herencia de destrucciones económicas y ecológicas, sino también una dolorosa destrución del espíritu. Y lo mismo vemos también en occidente, donde crece constantemente la distancia entre pobres y ricos y se produce una inquietante degradación de la dignidad personal con la droga, el alcohol y los sutiles espejismos de felicidad."

A distância entre ricos e pobres não é um mal em si, pois ela pode se dar de tal forma que todos saiam ganhando, e uma situação rumo a uma maior igualdade pode ser compatível com a piora de todos. E nem o capitalismo(ou liberalismo) prometeram a plena realização do homem. Ao contrário, a sua base é o respeito à busca individual da felicidade. É relativista no sentido de delegar ao indivíduo a busca da sua própria felicidade, mas isso não implica em afirmar que todas as buscas serão bem sucedidadas ou corretas.
O problema de ser feliz

Arrependimento: arrependimento é perceber que, se soubesse de todas as conseqüências vindouras das escolhas possíveis, teria escolhido diferente. Na maioria das vezes, nossas escolhas futuras podem nos fazer recuperar aquela escolha passada, ou seja, o custo de ter escolhido 'errado' é pequeno. Mas em certos casos há um custo que nos impede de fazer uma outra escolha. Neste caso, confrontamos o retorno esperado de escolher outra opção com o custo atual de desfazer a escolha passada. Em casos mais trágicos, é simplesmente irrecuperável desfazer aquilo que escolhemos. Procuramos, então, opções substitutas.

Saber que poderíamos ter escolhido melhor mas nos encontrarmos limitados por um custo proibitivo, ou mesmo impossível, de desfazer ou corrigir aquilo que foi escolhido, pode nos trazer mais problemas do que se simplesmente não tivéssemos este horizonte em primeiro lugar.

12 de mai. de 2007

Piore previsão da história?

"here they are -- a baker's dozen of names, 13 men of thought who, in my judgment, will stand the test of time: Henri Bergson, John Dewey, Alfred North Whitehead, Jacques Maritain, Jean-Paul Sartre, Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Nicolai Lenin, John Maynard Keynes, Arnold Toynbee, Pierre Teilhard de Chardin." Mortimer J. Adler, artigo escrito em 1966, prevendo os autores do século XX que continuariam a ser relevantes em 2066.

O pior não é tanto a lista, mas a justificativa para cada indicação.

"John Maynard Keynes (1883-1946) was born in Cambridge, England, where he was also educated. He taught at the university until 1919, when he resigned to write The Economic Consequences of the Peace, a book as amazingly prophetic in its way as Tocqueville's Democracy in America. It predicted that the Treaty of Versailles would inevitably lead to a second world war. Keynes' most important work, The General Theory of Employment, Interest and Money (1936), has profoundly affected subsequent economic theory and practice. It seems to me beyond question that his influence will persist for the next hundred years and, perhaps, beyond." Mesmo os keynesianos atuais, pelo menos os intelectualmente relevantes, já descartaram grande parte do instrumental keynesiano. A figura de Keynes é mais cultivada como inspiração paradigmática do que propriamente fonte de insights.

"Arnold Joseph Toynbee (1889- ) was born in London and has been associated with its university throughout his adult life. (He was, however, schooled at Oxford.) A Study of History (in ten volumes appearing between 1934 and 1954) is probably the most controversial historical work of this century. Its qualities of scope, imagination and eloquence make it the bane of professionals and the darling of amateurs. Even if the professionals are to some extent right in their criticisms of Toynbee's scholarship, his Study of History remains, in my judgment, the greatest historical work of our time." A obra de Toynbee é um clássico erudito, da mesma forma que a obra de Will Durant. Mas nenhuma delas parece inspirar os rumos da moderna historiografia. Na verdade, me parece que os jornalistas cada vez mais ocupam a profissão do historiador, por uma questão simples: o historiador precisa alocar todo o seu estudo numa visão geral dos fatos e acontecimentos, enquanto que o jornalista aloca seu tempo no estudo de fatos e acontecimentos que permeiam a contemporaneidade. E num mundo no qual as coisas mudam cada vez mais rapidamente, a contemporaneidade parece possibilitar uma melhor leitura do que uma visão histórica de longo prazo.

"Nicolai Lenin (1870-1924) was born Vladimir Ilich Ulyanov in Simbirsk (subsequently named Ulyanovsk) and received his law degree from the University of St. Petersburg (now Leningrad). Along with Trotsky the chief moving force behind the Russian Revolution, he led a minority group which he named the majority (bolsheviki) and by this ruse, in part, gained control of the post-228 revolutionary government. He was both a man of theory and a man of action -- a far-ranging political thinker as well as a superb politician. Two or three among his many books are likely to survive even if Communism does not. If, as Khrushchev threatened, Russia buries us, then Lenin will be near the top of any list of great writers drawn up in 2066, and the books will probably be Imperialism, the Highest Stage of Capitalism (1917), The State and Revolution (1918) and "Left-Wing" Communism, an Infantile Disorder (1920)." A irrelevância de Lênin para os dias atuais nem precisa ser comentada.

"Jean-Paul Sartre (1905- ) is the enfont terrible of 20th Century philosophy. A Parisian, he was educated at the École Normale Suprieure, and published, with Albert Camus, an underground newspaper during World War Two. He refused the Nobel Prize in 1964. While not the founder of existentialism, he is the most forceful and eloquent exponent of that form of it which has rationalized the Angst, the despair and even the irrationalism so prevalent in our time. He has written many books on many subjects, philosophical, psychological, political and historical. He is the author of several memorable novels and plays, and has written penetrating criticisms of literature and of painting. His great philosophical work is probably Being and Nothingness (1943)." Sartre não é lido mais nem mesmo por aquelas pessoas que gostam de parecer inteligentes ou profundas. As razões podem ser as mais variadas possíveis, mas provavelmente a preocupação que atualmente nós temos com a saúde não combina muito bem com a idéia de sofrimento da existência que permeia e anima seus escritos.

"Jacques Maritain (1882- ) was born in Paris, was educated at the Sorbonne and taught philosophy in France and in this country for 50 years. A student of Bergson, he became a convert to Roman Catholicism and is the leading liberal apologist for that faith. He is a deeply religious philosopher who writes in the ecumenical spirit of John XXIII. While, like Santayana, he writes from the vantage point of perennial wisdom, his thought, as well as his life, is immersed in as well as engaged with the most pressing problems of our day. He was the French ambassador to the Vatican at the time the present Pope was its Secretary of State; and during those years he courageously defended the cause of the Spanish Loyalists. The books of his that I think will live as long as Catholicism remains a puissant force in the world are Art and Scholasticism (1920), The Degrees of Knowledge (1932), Freedom in the Modern World (1933), True Humanism (1934), The Rights of Man and Natural Law (1942), Education at the Crossroads (1943), Existence and the Existent (1948) and, most recently, Moral Philosophy (1960)." Maritain nunca foi muito querido pelos católicos tradicionalistas, e é execrado pela ala progressista da Igreja. Parece destinado a uma terra de ninguém.

"John Dewey (1859-1952) was a Vermonter who taught philosophy at several major universities, notably Chicago, where he established the Laboratory School, and at Columbia, with which he was associated from 1904 until his death. It is one of the supreme ironies that American education has been taken over in our time by men who conquered in Dewey's name but who failed to understand the central insights in his great and revolutionary book about education -- Democracy and Education, written in 1916. The titles of his other major contributions reveal the scope of his mind and the importance of the problems with which he grappled, in a way that engages the minds of other thinking men: The Public and Its Problems (1927), The Quest for Certainty (1929), Experience and Nature (1925), Art As Experience (1934), and Logic: the Theory of Inquiry (1938)." Os problemas tratados pro Dewey, embora importantes, são hoje melhor discutidos sob a luz da psicologia evolucionária do que por pedagogos.

"Alfred North Whitehead (1861-1947) was an Englishman who lectured on mathematics and philosophy at Cambridge University and at the University of London and became a professor of philosophy at Harvard in 1924. Learned in modern mathematics and perceptive of the philosophical significance of the revolutions that have taken place in 20th Century physics and biology, he transformed traditional conceptions to make the wisdom of the past conversant with the science of the present. His philosophical vision, compacted of insight, imagination and historical learning, is best expressed in Science and the Modern World (1925), Religion in the Making (1926), Symbolism: Its Meaning and Effect (1927), Process and Reality (1929), The Aims of Education (1929) and Adventures of Ideas (1933)." Talvez seja um dos nomes que possa passar por um resgate. A previsão de Adler, no caso, pode ser confirmada, e mesmo que não se confirme não me parece tão descabida. Penso, no entanto, que uma certa dose de sorte ocorreu nesta escolha, que poderia ter sido bastante infeliz se um dos colegas de Whitehead tivesse sido lembrado em seu lugar: Bertrand Russell.

"Henri Bergson (1859-1941) was an Irish Jew who was born in Paris and became a naturalized Frenchman. A member of the Académie francaise from 1918, he did diplomatic work during World War One and won the Nobel Prize in 1927. His greatest works were published around the turn of the century: they include Time and Free Will (1889), Matter and Memory (1896) and Creative Evolution (1907). To these we must add a book he wrote late in life -- The Two Sources of Morality and Religion (1932)." A presença de Bergson é totalmente inadequada. A filosofia analítica reformada parece abranger bem os tópicos relevantes que Bergson considerava excluídos da discussão cruamente positivista do final do século XIX e início do XX.

Não discuto a permanência do trabalho das pessoas apontadas no campo das ciências naturais.

Excluindo este campo, portanto, faço a vocês a pergunta respondida por Adler: quais são os pensadores do século XX que pemanecerão relevantes em 2066?

Ah sim. Não posso deixar de de citar o comentário ainda mais infeliz feito por Adler no início deste texto: "Of the 74 authors included in Great Books of the Western World, only three -- Leo Tolstoy, William James and Sigmund Freud -- straddle. the line that separates the past from the present century; and of these, Freud more than either Tolstoy or James is truly a 20th Century figure. I would give heavy odds that any literate person in 2066, asked to name the great books of the 20th Century, would put Freud on his list." Mais um erro, desta vez que poderia ter sido totalmente evitado, acredito.