16 de mar de 2007

Coerência

Coerência é uma condição necessária, mas não suficiente, de uma teoria que tenta se aproximar da verdade. E a tentativa de buscar a coerência de maneira consciente pode se tornar desastrosa e oprimir o pensamento.

Explico: podemos, num determinado momento, defender uma série de hipóteses que nos parecem verdadeiras separadamente mas que, quando tentamos montar um todo coerente com elas, podem se mostrar contraditórias. De fato, uma das atividades intelectuais mais importantes é encontrar erros lógicos nas teorias que expomos.

Mas se tentarmos cortar as incoerências desde o começo, podemos acabar por descartar idéias que, se não são bem recebidas no corpo de nossa teoria atual, podem nos mostrar caminhos interessantes se trabalhadas individualmente.

A grande questão é que as idéias surgem, se desenvolvem e se modificam ao longo do tempo, muitas vezes numa velocidade maior do que nossa capacidade de pensar consegue acompanhar, e a tentativa de colocá-las num edifício intelectual pronto e acabado pode fazer com que, muitas vezes, simplesmente nos tornemos obsoletos.

Não digo que devamos abraçar a incoerência, longe disso. Mas não devemos temer idéias novas que contradigam as teorias que consideramos verdadeiras, simplesmente porque não se encaixam. Nem digo que devemos descartar toda uma história bem sucedida simplesmente por um punhado de idéias que podem se revelar produtivas ou não. Seria interessante colocá-las numa zona de teste, tentando desenvolvê-las de maneira independente, e relacioná-las sempre que possível com a teoria corrente.

O homem possui a grande capacidade de realizar experimentos mentais, e não devemos sub-utilizar este nosso potencial.


14 de mar de 2007

Pesquisa

Que temas vocês gostariam de ver neste blog? Textos muito longos incomodam? Notinhas muito curtas são irrelevantes? Por favor, opinem.

13 de mar de 2007

'Eu vejo o futuro repetir o passado"



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A sabedoria de John Maynard Keynes

"But the principles of laissez-faire have had other allies besides economic textbooks. It must be admitted that they have been confirmed in the minds of sound thinkers and the reasonable public by the poor quality of the opponent proposals - protectionism on one hand, and Marxian socialism on the other. Yet these doctrines are both characterised, not only or chiefly by their infringing the general presumption in favour of laissez-faire, but by mere logical fallacy. Both are examples of poor thinking, of inability to analyse a process and follow it out to its conclusion. The arguments against them, though reinforced by the principle of laissez-faire, do not strictly require it. Of the two, protectionism is at least plausible, and the forces making for its popularity are nothing to wonder at. But Marxian socialism must always remain a portent to the historians of opinion - how a doctrine so illogical and so dull can have exercised so powerful and enduring an influence over the minds of men and, through them, the events of history. At any rate, the obvious scientific deficiencies of these two schools greatly contributed to the prestige and authority of nineteenth-century laissez-faire."