18 de mai de 2007

Distribuir renda

99,9% das pessoas que clamam por uma distribuição mais igualitária da renda em jornais, revistas, universidades e programas de televisão possuem uma renda pessoal acima da renda média. Já fiz essa pergunta, mas a refaço agora: por que estas pessoas simplesmente não distribuem voluntariamente sua renda? Não importa se os mais ricos não distribuem suas rendas, visto que a renda igualitária só poderá ser alcançada se TODA a renda pessoal que se encontra acima da média for redistribuída para aqueles que ganham menos do que a média. Se o objetivo é a renda igualitária, não faz diferença se a renda inicialmente distribuída é de quem se encontra mais próximo da renda média do que aqueles que se encontram distantes, da mesma forma que não faz diferença redistribuir primeiramente entre aqueles que se encontram um pouco abaixo da renda média do que para aqueles que se encontram mais distantes.

A maior parte das pessoas, no entanto, responderá que a redistribuição deve começar dos mais ricos para os mais pobres. Será que isto não é indicativo que o objetivo perseguido não é a igualdade de renda, mas algum outro ideal não revelado?

17 de mai de 2007

Sowell no ponto

"These innumerable mutual interactions are what bring the other 99 percent of knowledge into play -- and generate new knowledge.

That is why free markets, judicial restraint, and reliance on decisions and traditions growing out of the experiences of the many -- rather than the groupthink of the elite few -- are so important.

Elites are all too prone to over-estimate the importance of the fact that they average more knowledge per person than the rest of the population -- and under-estimate the fact that their total knowledge is so much less than that of the rest of the population.

They over-estimate what can be known in advance in elite circles and under-estimate what is discovered in the process of mutual accommodations among millions of ordinary people.

Central planning, judicial activism, and the nanny state all presume vastly more knowledge than any elite have ever possessed.

The ignorance of people with Ph.D.s is still ignorance, the prejudices of educated elites are still prejudices, and for those with one percent of a society's knowledge to be dictating to those with the other 99 percent is still an absurdity."

14 de mai de 2007

Bola fora do Papa Bento XVI

Todo mundo sabe a barra que é defender o liberalismo no Brasil. Quando um líder religioso afirma algo do tipo, simplesmente não ajuda:

"a economía liberal de algunos países latinoamericanos ha de tener presente la equidad, pues siguen aumentando los sectores sociales que se ven probados cada vez más por una enorme pobreza o incluso expoliados de los propios bienes naturales."

O papa afirma que a economia liberal de alguns países latino-americanos(gostaria de saber quais) devem se guiar pela igualdade (que ele não define se é igualdade de direitos ou outra coisa), visto que a pobreza ataca cada vez mais setores dessas sociedades(o que é simplesmente inverídico se verificarmos os dados).

E mais:

"En el mundo de hoy se da el fenómeno de la globalización como un entramado de relaciones a nivel planetário. Aunque en ciertos aspectos es un logro de la gran familia humana y una señal de su profunda aspiración a la unidad, sin embargo comporta también el riesgo de los grandes monopolios y de convertir el lucro en valor supremo. Como en todos los campos de la actividad humana, la globalización debe regirse también por la ética, poniendo todo al servicio de la persona humana, creada a imagen y semejanza de Dios."

Mas é justamente o contrário. O fenômeno da globalização tende a tornar mais difícil, através do acirramento da competição, e não mais fácil, a formação de grandes monopólios.

Terminando:

"Tanto el capitalismo como el marxismo prometieron encontrar el camino para la creación de estructuras justas y afirmaron que éstas, una vez establecidas, funcionarían por sí mismas; afirmaron que no sólo no habrían tenido necesidad de una precedente moralidad individual, sino que ellas fomentarían la moralidad común. Y esta promesa ideológica se ha demostrado que es falsa. Los hechos lo ponen de manifiesto. El sistema marxista, donde ha gobernado, no sólo ha dejado una triste herencia de destrucciones económicas y ecológicas, sino también una dolorosa destrución del espíritu. Y lo mismo vemos también en occidente, donde crece constantemente la distancia entre pobres y ricos y se produce una inquietante degradación de la dignidad personal con la droga, el alcohol y los sutiles espejismos de felicidad."

A distância entre ricos e pobres não é um mal em si, pois ela pode se dar de tal forma que todos saiam ganhando, e uma situação rumo a uma maior igualdade pode ser compatível com a piora de todos. E nem o capitalismo(ou liberalismo) prometeram a plena realização do homem. Ao contrário, a sua base é o respeito à busca individual da felicidade. É relativista no sentido de delegar ao indivíduo a busca da sua própria felicidade, mas isso não implica em afirmar que todas as buscas serão bem sucedidadas ou corretas.
O problema de ser feliz

Arrependimento: arrependimento é perceber que, se soubesse de todas as conseqüências vindouras das escolhas possíveis, teria escolhido diferente. Na maioria das vezes, nossas escolhas futuras podem nos fazer recuperar aquela escolha passada, ou seja, o custo de ter escolhido 'errado' é pequeno. Mas em certos casos há um custo que nos impede de fazer uma outra escolha. Neste caso, confrontamos o retorno esperado de escolher outra opção com o custo atual de desfazer a escolha passada. Em casos mais trágicos, é simplesmente irrecuperável desfazer aquilo que escolhemos. Procuramos, então, opções substitutas.

Saber que poderíamos ter escolhido melhor mas nos encontrarmos limitados por um custo proibitivo, ou mesmo impossível, de desfazer ou corrigir aquilo que foi escolhido, pode nos trazer mais problemas do que se simplesmente não tivéssemos este horizonte em primeiro lugar.