7 de abr de 2007

Mantra

A análise econômica é importante, mas o fenômeno social não se resume a questões econômicas. Quase todos concordam até aqui. Mas existem outras verdades menos ditas:

-a análise histórica é importante, mas o fenômeno social possui aspectos que vão além da história

-a análise sociológica é importante, mas a sociologia é incapaz de esgotar o estudo da sociedade

-a análise jurídica é importante, mas o homem é muito mais do que sua caracterização como sujeito do direito comporta

-a análise cultural é importante, mas existem aspectos da vida social que estão além da cultura

-a análise psicológica é importante, mas os fenômenos psicológicos não explicam toda a ação social

-a análise política é importante, mas a sociedade possui outras dimensões além da política

E então? Será que dimensionamos a limitação das outras áreas de estudo do homem e da sociedade tão bem quanto situamos o estudo da economia?

5 de abr de 2007

Pergunta

Se vocês tivessem direito a 5 medidas para alterar as instituições brasileiras(Constituição, leis, divisão de poderes, sistema eleitoral, etc), sem depender de viabilidade política, o que vocês proporiam?

Não valem respostas generalistas como "redução da burocracia", "diminuição da carga tributária", "alteração nas leis trabalhistas". É preciso especificar como se alcançará aquilo que se pretende. Por exemplo, reduzir a burocracia - em que setor? Quais exigências? Diminuir carga tributária - quais impostos? Alterar leis trabalhistas - que leis?

4 de abr de 2007

A grande revolução

1900
41 percent of workforce employed in agriculture

1930
21.5 percent of workforce employed in agriculture; Agricultural GDP as a share of total GDP, 7.7 percent

1945
16 percent of the total labor force employed in agriculture; Agricultural GDP as a share of total GDP, 6.8 percent

1970
4 percent of employed labor force worked in agriculture; Agricultural GDP as a share of total GDP, 2.3 percent

2000/02
1.9 percent of employed labor force worked in agriculture (2000); Agricultural GDP as a share of total GDP (2002), 0.7 percent

Source: Compiled by Economic Research Service, USDA. Share of workforce employed in agricul ture, for 1900-1970, Historical Statistics of the United States; for 2000, calculated using data from Census of Population; agricultural GDP as part of total GDP, calculated using data from the Bureau of Economic Analysis.

2 de abr de 2007

A pergunta que não quer calar

Os jornais costumam dar bastante atenção às últimas pesquisas da medicina, principalmente quando relacionadas a transplantes de órgãos, através da manipulação genética, etc. Estas pesquisas são importantes, sem dúvida, mas o benefício das mesmas, se comparado com os custos, acaba por se revelar muito pequeno.

Muito mais interessante, ao meu ver, é o incremento de quase 10 anos na expectativa de vida do brasileiro, ocorrido nos últimos 25 anos.

Qual a explicação para estarmos vivendo mais? Qual a responsabilidade do investimento estatal em saúde nesta alteração? Zero, 50%, quase total?

Costumamos pensar em termos de tudo ou nada. Ou alcançamos a perfeição ou fracassamos por completo. Provavelmente a responsabilidade do investimento estatal não é zero, e nem se aproxima de 100%. Mas reconhecer o alcance e as limitações do investimento que o Estado pode fazer nesta área é o primeiro passo para que o mesmo se torne mais efetivo em alcançar os seus objetivos.

1 de abr de 2007

Classe média

A conceituação de classe média pressupõe a existência de duas outras classes, uma alta(ricos) e outra baixa(pobres).

A classe pobre não possui intelectuais. Uma pessoa de origem pobre que acabe por ser tornar um intelectual(supondo que a pobreza não foi um impedimento para que alcançasse tal formação)provavelmente deixará de ser pobre. A remuneração de um trabalho intelectual, seja no setor privado, seja no público, coloca o indivíduo na classe média ou na alta.

Quando se critica, portanto, uma determinada reação como típica da classe média, o próprio acusador provavelmente pertence a esta classe, ou até mesmo a uma classe superior.

O indivíduo pode alegar que está apenas criticando a reação típica, e que, apesar de pertencer à classe média, o seu discurso foge à norma, pois é um intelectual. Mas o intelectual, devido à remuneração do seu trabalho, provavelmente não é pobre, apesar de esta poder ser sua origem. Ou seja, o próprio exercício da crítica é típico da classe média, ou até mesmo dos ricos.

Uma outra tentativa de reformular a crítica é dizer que, apesar de sua posição de intelectual provavelmente o ligar à classe média, seu comportamento se distingue por levar em conta os problemas dos pobres, enquanto os outros intelectuais apenas justificariam a posição do grupo a que pertencem. Mas afirmar isto é ser redundante, pois todos os intelectuais pertencem às classes mais elevadas e, portanto, os diferentes posicionamentos políticos estarão representados naquela parte da sociedade.

Dizer que se foge da norma por tomar partido de outra classe, quando na verdade toda atividade intelectual está contida na classe a qual se pertence, significa ignorar que "tomar partido dos pobres" é, portanto, uma posição ligada ao comportamento daqueles que possuem renda média e dos ricos.

A última opção que nos resta, portanto, é reformular a crítica à classe média como sendo legítima apenas quando parte de pessoas que possuem origem pobre. Ou seja, seria através destas pessoas que a voz dos pobres ganharia força. Necessitamos de uma análise empírica para testar esta hipótese, a saber, se os intelectuais de origem pobre aderem ou não ao discurso crítico da posição de classe média. E, do ponto de vista histórico, investigar se os intelectuais que primeiro formularam esta crítica eram de origem pobre.

Mas uma outra análise empírica nos revelará uma informação importante: se a maior parte dos intelectuais que criticam a classe média enquanto grupo possui origem pobre.
top 100 liberalismo - parte 1

John Locke
1.Dois Tratados sobre o Governo
2.Cartas Sobre a Tolerância

David Hume
3.Ensaios Morais, Políticos e Literários

Adam Smith
4.Riqueza das Nações
5.Teoria dos Sentimentos Morais

Montesquieu
6.Espírito das Leis

Thomas Paine
7.Direitos do Homem
8.Senso Comum

Edmund Burke
9.Reflexões sobre a Revolução em França

Frederic Bastiat
10.A Lei
11.Sofismas Econômicos
12.Harmonias Econômicas

Alexis de Tocqueville
13.O Antigo Regime e a Revolução
14.Democracia na América

John Stuart Mill
15.Da liberdade
16.Utilitarismo
17.Sobre o Governo Representativo

F.A. Hayek
18. O Caminho da Servidão
19.Individualismo e Ordem Econômica
20.Fundamentos da Liberdade
21.Direito, Legislação e Liberdade

Karl R. Popper
22.A Sociedade Aberta e seus inimigos
23.A miséria do Historicismo
24.A lógica das Ciências Sociais
25.Conjecturas e Refutações

Ludwig Von Mises
26-Socialismo
27-Ação Humana

Michael Polanyi
28-A lógica da liberdade

Wilhelm Von Humboldt
29-Os limites da ação do Estado

Robert Nozick
30-Anarquia, Estado e Utopia

Milton Friedman
31-Capitalismo e Liberdade
32-Liberdade para Escolher

Herbert Spencer
33-O indivíduo contra o Estado

Bruno Leoni
34-Liberdade e a Lei

Mancur Olson
35-A lógica da Ação Coletiva
36-Poder e Prosperidade

Raymond Aron
36-O Marxismo de Marx
37-Etapas do Pensamento Sociológico

Henry Maine
38-Lei Antiga

Bertrand de Jouvenel
39-Do Poder
40-Ética da Redistribuição

James Buchanan
41.Propriedade como fiadora da Liberdade
42-O Cálculo do Consentimento -- co-autoria de Gordon Tullock
Grande chance de pesquisa na área de criminalidade

"30/03/2007 - 17:35
Lula sanciona leis mais duras para crime hediondo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje (30) a lei que aumenta a progressão de regime para presos que cometeram crimes hediondos e a que pune com mais rigor o uso de telefone celular dentro de presídio. As leis foram publicadas na edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira (29).

A Lei 11.464, que trata de crimes hediondos, estabelece que os condenados por crimes hediondos, prática de tortura, tráfico de drogas e terrorismo, e que forem primários, terão direito à progressão de regime depois de cumprirem dois quintos da pena. Se o preso for reincidente, a progressão ocorrerá apenas após três quintos da pena cumprida.

A outra lei sancionada considera falta disciplinar grave o uso de celular pelo preso dentro do presídio. O diretor de penitenciária ou agente público que facilitar a entrada de celular ou aparelho de comunicação no local poderá ser condenado à detenção de três meses a um ano de prisão."

Qualquer que seja sua opinião sobre a eficácia dessas medidas, não custa nada fazer um teste empírico, não é mesmo?
Individualismos

O resultado previsível do coletivismo é o reino da mediocridade. Perante este estado de coisas, o indivíduo que possui alguma excelência, que se destaca em alguma atividade, se revolta. Torna-se um individualista e crítico do mundo ao seu redor.

Mas é um individualismo torto, incompleto. Liberdade, sim, mas apenas para os melhores. A "massa"? Para estas não faz diferença ser livre ou não, serão sempre eternos escravos. Ou seja, exige tudo para que se realize enquanto indivíduo, mesmo que isso signifique o sacrifício da individualidade alheia. A opção deixa de ser uma ordem social que trate todos da mesma forma, mas sim que se permita aos excelentes se colocarem 'além do bem e do mal'.

É este individualismo 'heróico', e não o individualismo como base da sociedade livre, que é mais comum entre a gente. 'Todos são individuais, mas alguns são mais individuais do que outros'.

A crítica do individualismo 'heróico' à democracia é de que os excelentes precisam se submeter à vontade da massa. A crítica do individualismo liberal é que mesmo a democracia precisa funcionar limitada por certas regras. A questão é que os 'heróicos' aceitariam de bom grado a tirania dos melhores, enquanto os liberais acreditam que mesmo os melhores, ao exercerem o poder, precisariam ser limitados pela lei(sem contar o problema prático de saber se existe algum mecanismo efetivo para escolher os melhores).

Como bem coloca Hayek:

"the liberal, of course, does not deny that there are some superior people - he is not an egalitarian - but he denies that anyone has authority to decide who these superior people are.
"