28 de mai de 2007

O perigo do relativismo epistemológico

Participando de discussões tanto virtuais quanto reais, cada vez mais me deparo com um certo hábito que temo estar acabando com a possibilidade de uma troca efetiva de idéias. Refiro-me ao que chamo de relativismo epistemológico.

O relativismo epistemológico, como eu o entendo, é a afirmação de que todo ponto de vista é válido, ou que ele seria para a pessoa que o enuncia. Travestido de atitude tolerante, o relativismo epistemológico é a sustentação da intolerância.

Se não há possibilidade de diálogo, a única forma de dialogar é através de 'relações de poder'. E neste modo de entender a realidade, há aqueles que detém o poder e aqueles que não o possuem. Não há comunicação possível entre eles, apenas uma troca de posições. Pois se não há lado certo, a única coisa que os diferencia é a capacidade de influenciar a realidade, digamos assim.

O grande problema é a confusão entre relativismo e pluralismo. O pluralismo indica o respeito e reconhecimento da existência de posições divergentes, e implica numa justa apreciação dos mais variados pontos de vista, sem que, contudo, precise declarar, no fim, a validade de todos. De certa forma, podemos dizer que para ser pluralista precisamos 'relativizar' nossa própria posição, colocá-la em perspectiva perante posições alternativas.

Mas a diferença é que o relativista não reconhece a validade, ou pelo menos a validade possível, das outras visões alternativas, na verdade ele se revolta com o fato de visões alternativas advogarem que possam estar certas, e denunciam as supostas 'relações de poder' que sustentam determinados pontos de vista. No fundo, defendem que a 'verdade' é um instrumento de 'dominação', e que tudo não passa de disputa de poder.

Vale lembrar também que o relativismo, para ser coerente, precisaria aceitar como válido o ponto de vista que afirma a inviabilidade do relativismo, enquanto que o pluralismo, por implicar no respeito a posições distintas, exclui o ponto de vista que o nega. Ou seja, o relativista pode assumir uma postura tirânica sem deixar de ser relativista, enquanto que o pluralista, para negar o pluralismo, deixaria necessariamente de ser pluralista.
Mercado negro/cinza cresce na Suécia

Sweden's black and grey markets almost doubled in size between the years 1990 and 2004. A new report from two central bank economists has shown that the black and grey sectors increased their share of Gross Domestic Product (GDP) from 3.8 to 6.5 percent, Dagens Industri reports.

The two economists measured the amount of cash in circulation in Sweden and found that 67 percent of all cash transactions were unexplained for the period in question.

The total value of coins and notes in circulation in Sweden amounts to 100 billion kronor ($14.3), almost half of which is made up off 1,000 kronor notes.

"We have assumed that the majority of economic activity that is not registered is carried out by people who don't want it registered," economist Gabriela Guibourg told Dagens Industri.

The Swedish National Economic Crimes Bureau and the tax authorities both share the Riksbank's conclusion that the black market sector has grown in recent year. The
trend is more or less the same in other Nordic countries.